

Atrevo-me a dizer, que o nosso concelho é dos que menos respeita o meio ambiente em que vivemos. Engraçado é isto acontecer quando vivemos nas margens de um rio que dizem (os autarcas) estar carregado de oportunidades, acrescentando eu - "só se for de o matar".
Reportei aqui á uns dias, neste espaço, a total ausência de oleões no nosso concelho, motivando a população a despejar, para o meio hídrico, o desperdício dos seus óleos alimentares na rede de esgotos. Mas se continuarmos a analisar como trata a câmara o nosso rio encontramos outros males.
No nosso bairro, está localizada a ETAR (Estação de Tratamento de Aguas Residuais) da vila de Tramagal, até aqui tudo bem, mas está ela a operar da melhor maneira? A resposta é não. A ETAR de Tramagal está simplesmente, como que a diluir, ou a triturar todos os dejectos que a população produz, antes de os lançar ao rio (é por isso que não se encontram esses dejectos a boiar á tona de água).
Uma estação de tratamento pode e deve fazer bem mais, as lamas que se lançam, diluídas, ao rio poderiam ser aproveitadas para a produção de fertilizantes, reduzindo assim o nível de poluição.
Existem concelhos na nossa região que fazem esta reciclagem, e existem empresas a menos de 30km de nós, que recebem e processam essas lamas, mas não as nossas, que não são recolhidas.
Assim se vai tratando (MAL) o rio que temos e onde alguns, embora lhe reconheçam potencial, o vão matando.
Não basta ter ETAR´s, é necessário tirar partido das suas potencialidades.
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Esta%C3%A7%C3%A3o_de_tratamento_de_%C3%A1guas_residuais
(Fica este endereço electrónico para melhor se compreender o funcionamento correcto de uma ETAR:)
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NOTA: Em todo o processo descrito, falta somente a descrição da recolha das lamas após a sedimentação.
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